Segue abaixo algumas doenças, também, comuns no joelho; que devem ser lembradas pelo médico Ortopedista como diagnóstico diferencial da Artrose e Condropatia de Joelho.
O QUE É?
Os meniscos são essenciais para a biomecânica normal da articulação do joelho, agindo como estabilizadores, amortecedores e distribuidores de carga dentro da articulação.
Os meniscos são divididos em 3 zonas: zona vermelha(externa; mais vascularizada); zona vermelha-branca; zona branca(interna; não vascularizada).
CAUSA
Nos jovens a lesão geralmente ocorre devido a torções ou movimentos bruscos e nos idosos associada ao desgaste progressivo da cartilagem articular e do desenvolvimento de osteoartrite.
SINTOMA
Dor bem localizada com períodos de alivio e agravo a determinados movimentos como agachar e cruzar as pernas, inchaço, e bloqueio (travamento).
DIAGNÓSTICO
História e Exame ortopédico detalhado (tem testes e sinais específicos). O melhor exame complementar para avaliar os meniscos é a ressonância magnética do joelho.
TRATAMENTO
Para as lesões incompletas ou lacerações periféricas, pequenas (< 5mm) e estáveis, o tratamento conservador: Fisioterapia e mudança no hábito de vida; apresenta bons resultados.
As lesões meniscais classificadas como instáveis, necessitam de reparo cirúrgico artroscópico, pois são capazes de determinar dor, falseios, bloqueios articulares, derrames articulares de repetição, déficit funcional muscular entre outros sintomas.
Num geral, o tratamento cirúrgico se baseiam em Meniscectomia parcial para lesões internas(zona branca) e Meniscoplastia para lesões periféricas(zona vermelha).
O QUE É?
Ligamentos são estruturas estabilizadoras de qualquer articulação, logo suas lesões podem determinar instabilidade e disfunção articular.
O joelho é estabilizado por quatro ligamentos principais: 2 ligamentos colaterais (medial e lateral) e 2 ligamentos cruzados – anterior (frente) e posterior (costas).
LCA – Ligamento Cruzado Anterior
LCA é uma estrutura anatômica, tipo um “cordão”, que fica dentro do joelho conectando o fêmur (osso da coxa) à tíbia (osso da perna).
A principal função deste ligamento é de promover uma estabilidade rotacional ao joelho.
CAUSA
O mecanismo de trauma mais comum na lesão do LCA é a entorse do joelho, associada a uma rotação interna do fêmur e a uma rotação da coxa (para dentro) e uma rotação da perna (para fora).
SINTOMA
Comumente, o paciente ouve um estalo no momento da entorse, que vem seguido de forte dor incapacitante e derrame articular.
DIAGNÓSTICO
História e Exame ortopédico detalhado. A ressonância magnética é frequentemente utilizada para confirmar o diagnóstico da lesão do LCA.
TRATAMENTO
O tratamento conservador (fisioterapia específica) apresenta resultados satisfatórios para lesões parciais ou até lesões completas em pacientes sedentários.
Para as rupturas completas do LCA geralmente necessária a Reconstrução Cirúrgica. Para tal procedimento, geralmente utilizamos os tendões dos músculos semitendíneo e grácil ou o ligamento patelar como área doadora para o enxerto.
O QUE É?
É uma consequência do desequilíbrio biomecânico que atinge a articulação do joelho que está entre o fêmur e a patela. É importante diferenciar as síndrome com o diagnóstico de Condropatia de Joelho.
CAUSA
Largura excessiva da pelve, joelho valgo, patela alta, fraqueza muscular estão entre as principais causa da síndrome.
SINTOMA
Dor ao realizar movimentos como subir e descer escadas, agachar, saltar, permanecer longo período sentado, estalos ao andar e correr.
DIAGNÓSTICO
Exames de imagem como raio-X devem ser realizados para analisar as partes da articulação acometidas.
TRATAMENTO
O tratamento depende da causa da dor no joelho, e geralmente é não-cirúrgico.
A síndrome da dor fêmoropatelar pode ser feito por meio de repouso, fisioterapia, analgésicos para aliviar a dor.
O QUE É?
As tendinites ou tendinopatias são definidas como inflamação ou doença que acomete os tendões, que são estruturas fibrosas localizadas entre os músculos e os ossos.
Dentre os principais tendões acometidos da região do joelho, podemos citar o tendão patelar, poplíteo e dos músculos da pata de ganso.
CAUSA
Esforços repetitivos, falta de condicionamento físico, traumas, realização de atividades que gerem sobrecarga, degeneração natural, entre outras.
Os tendões apresentam uma vascularização pobre, o que determina uma reparação deficitária quando se apresentam lesionados.
SINTOMA
Inchaço no local, dor localizada no tendão lesionado e sensação de queimação.
DIAGNÓSTICO
História clínica e exame ortopédico detalhado; exames de imagens conforme necessário: ultra-som(US) e Ressonância magnética (RM).
TRATAMENTO
Proteção, gelo e imobilização e anti-inflamatórios na fase aguda.
Na maioria das vezes, o tratamento conservador apresenta bons resultados com Fisioterapia e mudança no padrão de atividades físicas.
Entretanto, quando os pacientes apresentam áreas de degeneração intratendínea (tendinose) ou são refratários ao tratamento conservador (não cirúrgico), pode ser necessária à intervenção cirúrgica.
Lembre-se, se você tiver alguma dúvida, ou está com algum problema ortopédico, sinta-se a vontade para entrar em contato, o Dr. Romário terá prazer em esclarecê-la.







